Manja briga? Aquelas de dar um boi pra não entrar e uma dúzia para não sair?
Então, eu tou assim com a Rio+20. Acho que nesse caso, era melhor fazer a comparação com pés de alface, mas enfim. Já que vão me mandar para o inferno, bora planejar todo o esquema de abraço ao capeta.
agádoisesseóquatro
30.5.12
23.4.12
16.4.12
No salão
Chego no cabelereiro, sem hora marcada, só para dar um tapa na franja.
No meio das tesouradas, olho para os lados, folheio uma revista, e me dá um estalo:
Nando, quero pintar. De vermelho, bem ruivão, vamos?
O cabeleireiro, bem mais sábio que eu, responde:
Ficaria ótimo, mas faz assim: senta lá e pensa antes.
Menos de dez minutos depois, peço apenas para retocar as raízes, como sempre.
Detesto gente que me conhece bem.
No meio das tesouradas, olho para os lados, folheio uma revista, e me dá um estalo:
Nando, quero pintar. De vermelho, bem ruivão, vamos?
O cabeleireiro, bem mais sábio que eu, responde:
Ficaria ótimo, mas faz assim: senta lá e pensa antes.
Menos de dez minutos depois, peço apenas para retocar as raízes, como sempre.
Detesto gente que me conhece bem.
28.3.12
21.3.12
É festa!
15.3.12
Passarinho sabe tudo
Você realmente tem que dar seu pitaco?

É tanta bobagem, tanta opinião equivocada, tanta história contada pela metade, sem refletir, sem parar um segundinho que seja para saber se ofende alguém, que eu ando preferindo ficar quieta. E lembrar desse passarinho.
Minha opinião é minha, eu mostro quando e se eu quiser. E acho que tá interessando a muito pouca gente.
29.2.12
16.2.12
Minha introdução à mitologia
Foi esse vídeo aqui:
Sim, esse desenho cafoninha-estranho da história de Narciso e Eco. Por causa dele, na minha imaginação Eco tem esse cabelo sixties e Narciso é loiro-Lagoa-Azul.
Mais um para a série "porque eu sou assim".
Sim, esse desenho cafoninha-estranho da história de Narciso e Eco. Por causa dele, na minha imaginação Eco tem esse cabelo sixties e Narciso é loiro-Lagoa-Azul.
Mais um para a série "porque eu sou assim".
1.2.12
We went into Sean’s bedroom―and there was a kid there setting up an apple computer that Sean had gotten as a present, the Macintosh model. I said that once some man had been calling me a lot wanting to give me one, but that I’d never called him back or something, and then the kid looked up and said, “Yeah, that was me. I’m Steve Jobs.” And he looked so young, like a college guy. And he told me that he would still send me one now. And then he gave me a lesson on drawing with it. It only comes in black and white now, but they’ll make it soon in color. And then Keith [Haring] and Kenny [Scharf] used it. Keith had already used it once to make a t-shirt, but Kenny was using it for the first time, and I felt so old and out of it with this young whiz guy right there who’d helped invent it.Andy Warhol descreve em seu diário o encontro com Steve Jobs. Sempre imaginei que Warhol não conseguiria fazer essa transição para o digital, pelo menos não tranquilamente. Taí a prova.
Via Dangerous Minds.
29.1.12
De volta
Não, não me mudei para a África, só parei num canto sem (temporariamente) energia elétrica ou internet, e foi a desculpa perfeita para assumir a preguiça e parar de postar.
Aí depois da África teve uns dias em São Paulo, mais outros dias com a B. no Rio, mais um tempo preguicento em casa, e cá estou, de volta à vida normal -- caindo até quase direto no plantão, que era para não me acostumar com a vida boa.
Aí depois da África teve uns dias em São Paulo, mais outros dias com a B. no Rio, mais um tempo preguicento em casa, e cá estou, de volta à vida normal -- caindo até quase direto no plantão, que era para não me acostumar com a vida boa.
9.1.12
Cidade do Cabo
A gente entra numa rotina de dorme-pouco-acorda-cedo-se-esfalfa-o-dia-inteiro tão rápido, não?
Já estou no meu segundo dia na Cidade do Cabo. Mesmo com esse pouquinho, deu para sacar a cidade. Ela parece pequena, mas se espalha por muitos subúrbios e bairros afastados, onde está boa parte da sua graça.Ontem fui até a Table Mountain, o cartão principal daqui. O bondinho foi tenso -- girava 360 graus para dar uma vista completa do caminho, e minha vertigem de alturas não gostou nem um pouco da experiência. Pedi para ficar perto do condutor, que não girava, e melhorei. A vista lá de cima é uma coisa de louco.
Eu gosto de fazer isso, pegar um city tour, ainda que fuleiro, e nessa volta entender o que me atrai na cidade e sacar como ela está organizada e o que me interessa visitar. A prioridade de ontem era mesmo a Table Mountain, porque não é todo dia que ela está aberta à visitação, por causa da visibilidade, e no domingo de manhã o céu estava limpinho, tinha que aproveitar. Nesse city tour, dei uma olhada no centro e nas praias, que ficam nos tais subúrbios.
Passei o resto do dia na área colada no hotel, o Waterfront, uma região de dois cais que foi revitalizada e tem muitas lojas e restaurantes. Tentei ir até a ilha onde Mandela ficou preso, mas cheguei depois do fechamento e acabei indo ao aquário, e me esbaldei de tirar fotos por lá.
Hoje fui com um tour organizado até o Cabo da Boa Esperança, vi as colônias de pinguins e o jardim botânico da cidade. O grupo era composto de dois casais alemães (vindos de 14 dias acampados em Botswana), um casal inglês todo simpático, que meio que me "adotou", e outro casal de sul-africanos de Pretória.
Valeu super a pena: fazer qualquer uma dessas coisas sozinha ia me exigir muito mais tempo e disposição, porque as distâncias são bem grandes e nem tudo tem acesso fácil por transporte público.
Amanhã é meu último dia inteiro na cidade, e ainda estou num dilema do que fazer. Não fechei nenhum tour às vinícolas, mas não seria difícil passear por lá sozinha -- mas tem muita coisa da cidade mesmo, como Bo-Kaap, que gostaria de conhecer. E tem a praia -- ah, a praia... Tá, tá, isso tem no Brasil, eu sei. Mas quem disse que eu consigo ir tanto quanto gostaria?
Vamos ver como acordo amanhã. Não seria ruim ter um dia mais calmo, também, antes de começar os dias de sáfari.
Já estou no meu segundo dia na Cidade do Cabo. Mesmo com esse pouquinho, deu para sacar a cidade. Ela parece pequena, mas se espalha por muitos subúrbios e bairros afastados, onde está boa parte da sua graça.Ontem fui até a Table Mountain, o cartão principal daqui. O bondinho foi tenso -- girava 360 graus para dar uma vista completa do caminho, e minha vertigem de alturas não gostou nem um pouco da experiência. Pedi para ficar perto do condutor, que não girava, e melhorei. A vista lá de cima é uma coisa de louco.
Eu gosto de fazer isso, pegar um city tour, ainda que fuleiro, e nessa volta entender o que me atrai na cidade e sacar como ela está organizada e o que me interessa visitar. A prioridade de ontem era mesmo a Table Mountain, porque não é todo dia que ela está aberta à visitação, por causa da visibilidade, e no domingo de manhã o céu estava limpinho, tinha que aproveitar. Nesse city tour, dei uma olhada no centro e nas praias, que ficam nos tais subúrbios.
Passei o resto do dia na área colada no hotel, o Waterfront, uma região de dois cais que foi revitalizada e tem muitas lojas e restaurantes. Tentei ir até a ilha onde Mandela ficou preso, mas cheguei depois do fechamento e acabei indo ao aquário, e me esbaldei de tirar fotos por lá.
Hoje fui com um tour organizado até o Cabo da Boa Esperança, vi as colônias de pinguins e o jardim botânico da cidade. O grupo era composto de dois casais alemães (vindos de 14 dias acampados em Botswana), um casal inglês todo simpático, que meio que me "adotou", e outro casal de sul-africanos de Pretória.
Valeu super a pena: fazer qualquer uma dessas coisas sozinha ia me exigir muito mais tempo e disposição, porque as distâncias são bem grandes e nem tudo tem acesso fácil por transporte público.
Amanhã é meu último dia inteiro na cidade, e ainda estou num dilema do que fazer. Não fechei nenhum tour às vinícolas, mas não seria difícil passear por lá sozinha -- mas tem muita coisa da cidade mesmo, como Bo-Kaap, que gostaria de conhecer. E tem a praia -- ah, a praia... Tá, tá, isso tem no Brasil, eu sei. Mas quem disse que eu consigo ir tanto quanto gostaria?
Vamos ver como acordo amanhã. Não seria ruim ter um dia mais calmo, também, antes de começar os dias de sáfari.
7.1.12
Um labrador, um obrigado e a Patti Smith
Nunca tinha visto um cão farejador trabalhando antes. Era um labradorzão bonito e bonachão, em cuidado, passando o nariz por toda a bagagem da esteira do meu voo vindo de São Paulo para Johannesburgo. Foi impressionante: o bicho cismou com uma mala média, preta. Sentiu algo e sentou do lado da mala, que foi separada do resto -- o dono ainda não havia dado sinal de vida. O tratador ainda tirou a prova: duas vezes colocou a mala na esteira, e não dava outra, o cachorro ia lá e sentava. E tem códigos: dependendo do que encontra, ou senta, ou late, ou faz isso, ou aquilo. Taí alguém que faz por merecer sua Eukanuba.
Procurando algo menos trash para comer no aeroporto de Johannesburgo, encontrei um tal de Vida e Caffé, tipo um Au Bon Pain com o o menu todo em português e os funcionários falando "obrigado" cheio de sotaque. O caixa me explicou que é uma rede portuguesa, toda moderninha. Achei bonitinho. E os caras fazem uma revista bem simpática. Dá de mil a zero na de bordo da South African.
Aí que eu baixei o Horses, da Patti Smith, em homenagem ao Só Garotos lido no Natal, coloquei para ouvir no avião e minhanossasenhora, que disco é esse. Foi mal, Paul Simon, perdeu a vez.
Procurando algo menos trash para comer no aeroporto de Johannesburgo, encontrei um tal de Vida e Caffé, tipo um Au Bon Pain com o o menu todo em português e os funcionários falando "obrigado" cheio de sotaque. O caixa me explicou que é uma rede portuguesa, toda moderninha. Achei bonitinho. E os caras fazem uma revista bem simpática. Dá de mil a zero na de bordo da South African.
Aí que eu baixei o Horses, da Patti Smith, em homenagem ao Só Garotos lido no Natal, coloquei para ouvir no avião e minhanossasenhora, que disco é esse. Foi mal, Paul Simon, perdeu a vez.
5.1.12
Férias, finalmente
Eu não gosto de viajar sozinha. Mas não vou mofar em casa por causa disso -- não consigo imaginar tirar férias e não colocar o pé na estrada, a não ser por motivos de força maior. O lance é que eu sou ruim de tirar férias.
Aí o ano foi acabando e o RH ligou: lembra aqueles 20 dias de férias que você ainda não tirou? Pois é, vai ter que tirar na marra. E a única data viável era janeiro. Olha, vou te falar que essas férias em janeiro me deram uma dor de cabeça uns meses atrás... Enfim, marquei, não tinha jeito.
Fui ver então qual ia ser o destino, sem ter que negociar com ninguém, fazer concessões, ajustar expectativas, nem nada. Para onde eu queria ir e até onde o dinheiro dava, esses eram os critérios.
Brasil em janeiro é caro demais, bora viajar para fora. Estados Unidos não, os dez dias que já tinha conseguido tirar tinham sido lá. Não queria passar frio de jeito nenhum.
As opções foram diminuindo. Fiquei bem tentada com América do Sul (sou doida para ir ao Atacama), cheguei a cotar uma viagem ao México, mas dois anos postando quase que diariamente fotos de natureza e galerias de imagem de bicho xis e bicho ípsilon sendo fofos ou levando a melhor de algum predador, quase sempre flagrados em alguma reserva do Quênia, Tanzânia ou outro país africano implantaram alguma mensagem subliminar no meu inconsciente que disse: VÁ PARA A ÁFRICA.
Então amanhã eu vou para a África. A do Sul, porque realmente não senti segurança de me aventurar pelos outros países sem companhia. Vai ser uma coisa curta, uns dias na Cidade do Cabo e o Kruger, para dar uma olhada de perto naqueles seres adoráveis que garantem a ração premium das gatas.
Quero ver se consigo escrever de vez em quando aqui, nesse período. Sou bem ruim de fazer diário de viagem -- você sabiam que na primeira parte das minhas férias eu fui para o Coachella? Então. Mas quero fazer o esforço, até para registrar as coisas, mesmo.
Bem, agora vou lá, que essa mala não vai se fazer sozinha.
Aí o ano foi acabando e o RH ligou: lembra aqueles 20 dias de férias que você ainda não tirou? Pois é, vai ter que tirar na marra. E a única data viável era janeiro. Olha, vou te falar que essas férias em janeiro me deram uma dor de cabeça uns meses atrás... Enfim, marquei, não tinha jeito.
Fui ver então qual ia ser o destino, sem ter que negociar com ninguém, fazer concessões, ajustar expectativas, nem nada. Para onde eu queria ir e até onde o dinheiro dava, esses eram os critérios.
Brasil em janeiro é caro demais, bora viajar para fora. Estados Unidos não, os dez dias que já tinha conseguido tirar tinham sido lá. Não queria passar frio de jeito nenhum.
As opções foram diminuindo. Fiquei bem tentada com América do Sul (sou doida para ir ao Atacama), cheguei a cotar uma viagem ao México, mas dois anos postando quase que diariamente fotos de natureza e galerias de imagem de bicho xis e bicho ípsilon sendo fofos ou levando a melhor de algum predador, quase sempre flagrados em alguma reserva do Quênia, Tanzânia ou outro país africano implantaram alguma mensagem subliminar no meu inconsciente que disse: VÁ PARA A ÁFRICA.
Então amanhã eu vou para a África. A do Sul, porque realmente não senti segurança de me aventurar pelos outros países sem companhia. Vai ser uma coisa curta, uns dias na Cidade do Cabo e o Kruger, para dar uma olhada de perto naqueles seres adoráveis que garantem a ração premium das gatas.
Quero ver se consigo escrever de vez em quando aqui, nesse período. Sou bem ruim de fazer diário de viagem -- você sabiam que na primeira parte das minhas férias eu fui para o Coachella? Então. Mas quero fazer o esforço, até para registrar as coisas, mesmo.
Bem, agora vou lá, que essa mala não vai se fazer sozinha.
2.1.12
Educação musical pt 2
É, a arqueologia musical continua. Depois de Achtung Baby, foi a vez de Graceland, do Paul Simon. Diz que ele foi lançado em 1986, então deve ter sido no máximo em 1987 que meus avós apareceram em casa depois de uma viagem com um novo aparelhinho chamado CD player. Era um troço pretinho, pequeno e parecido com um discman, que conectava no aparelho de som que tínhamos, de long-plays, cassetes e rádio, mas muito mais frágil e temperamental que os amarelinhos que viriam depois. Era algo próprio para quem não queria gastar trocando o som inteiro, ligava na entrada auxiliar do grande. Acho que nem podia colocar pilhas, ligava direto na tomada.
Não adianta ter um toca-discos sem discos, certo? Meu avô providenciou os deles, claro, de música clássica (lembro de alguns com aquele rótulo amarelo da Deutsche Gramophone) mas eles não esqueceram de mim: pediram para o vendedor da loja umas sugestões de discos para a netinha e voltaram trazendo Graceland, um do Aerosmith e outro do Bon Jovi -- não, não estou brincando.
Ignorei no início os discos de hard rock, muita barulheira, e fiquei mergulhada em Graceland. Lia as letras com o dicionário do lado, fui atrás de informações sobre a África do Sul e apartheid, ouvia aquele coral do Ladysmith Black Mambazo em Homeless do lado do meu avô, que adorava qualquer coisa a capella.
Quando comecei a planejar minhas férias (mais tarde escrevo sobre isso), na hora lembrei de Graceland. Botei na cabeça precisava ouvir o disco de novo antes de viajar, mas só enrolava, até que a Juliana Cunha postou no Twitter que amava Diamonds on the Soles of her Shoes, e pronto, tive o incentivo que precisava e corri pro youtube para ouvir tudo de novo. O disco bonitinho, com as músicas na ordem original, está aí embaixo para quem quiser ouvir.
Resultado: Boy in The Bubble tá em loop mental, ri um pouco com todo os arranjos 80's, e lembrei como eu gostava do zydeco (em That Was Your Mother) desse disco, sendo que eu só iria fazer intercâmbio na Louisiana dali a uma boa meia dúzia de anos. E as corridas ao dicionário para entender as letras com certeza me fizeram aprender muito mais inglês do que as aulas às terças e quintas à tarde.
Mas ainda gosto da mistureba toda e fiquei um pouco surpresa como uma menina de 10 pra 11 anos conseguiu curtir um disco assim. Mas isso é muito mais mérito do Paul Simon do que meu.
Ah, também criei um apego absurdo ao verso The Boy in the Bubble/ And the baby with the baboon heart. Tipo um três tigres tristes, sabem?
Não adianta ter um toca-discos sem discos, certo? Meu avô providenciou os deles, claro, de música clássica (lembro de alguns com aquele rótulo amarelo da Deutsche Gramophone) mas eles não esqueceram de mim: pediram para o vendedor da loja umas sugestões de discos para a netinha e voltaram trazendo Graceland, um do Aerosmith e outro do Bon Jovi -- não, não estou brincando.
Ignorei no início os discos de hard rock, muita barulheira, e fiquei mergulhada em Graceland. Lia as letras com o dicionário do lado, fui atrás de informações sobre a África do Sul e apartheid, ouvia aquele coral do Ladysmith Black Mambazo em Homeless do lado do meu avô, que adorava qualquer coisa a capella.
Quando comecei a planejar minhas férias (mais tarde escrevo sobre isso), na hora lembrei de Graceland. Botei na cabeça precisava ouvir o disco de novo antes de viajar, mas só enrolava, até que a Juliana Cunha postou no Twitter que amava Diamonds on the Soles of her Shoes, e pronto, tive o incentivo que precisava e corri pro youtube para ouvir tudo de novo. O disco bonitinho, com as músicas na ordem original, está aí embaixo para quem quiser ouvir.
Resultado: Boy in The Bubble tá em loop mental, ri um pouco com todo os arranjos 80's, e lembrei como eu gostava do zydeco (em That Was Your Mother) desse disco, sendo que eu só iria fazer intercâmbio na Louisiana dali a uma boa meia dúzia de anos. E as corridas ao dicionário para entender as letras com certeza me fizeram aprender muito mais inglês do que as aulas às terças e quintas à tarde.
Mas ainda gosto da mistureba toda e fiquei um pouco surpresa como uma menina de 10 pra 11 anos conseguiu curtir um disco assim. Mas isso é muito mais mérito do Paul Simon do que meu.
Ah, também criei um apego absurdo ao verso The Boy in the Bubble/ And the baby with the baboon heart. Tipo um três tigres tristes, sabem?
26.12.11
Reflexões de fim de ano
Outro dia me peguei pensando em um texto que escrevi há vários anos, o Algumas coisas que a vida de solteira me ensinou, que acabou passando de mão em mão em blogs e emails por aí, sempre, é claro, com umas alterações pelo caminho.
Na época, ainda na primeira metade da década, esses mandamentinhos de como se relacionar faziam um sentido danado, e vinham tanto da minha experiência quanto do que eu via acontecer com amigas.
Experiência! Eu tinha 28 anos, tanta coisa ainda estava para acontecer. O tom do email é até bonitinho, indo numas de "faça como eu estou mandando", docemente autoritária como era bem do meu estilo. Mas atualmente quando eu leio esse texto, é quase como se uma garotinha o recitasse, sem entender direito do que está falando -- não que o conteúdo não faça sentido, tanto faz que muita gente o adotou. E não aconteceu nada na minha vida que contradissesse seriamente esses tais mandamentinhos.
Mas algo não se encaixa.
Como eu conseguia ser tão taxativa? Eu super tenho um ladinho dona da verdade, admito, mas não consigo mais pensar desse jeito, agir desse modo tão duro.
Acho que suavizei. O que era anguloso, rígido e quadrado está se arredondando, ficando mais aberto. Tem que ter bom senso na vida, aprender com as bolas curvas que ela joga na nossa direção, mas descobri que não se pode perder a leveza e a generosidade. Senão, muita coisa boa que ela manda acaba passando batido.
Na época, ainda na primeira metade da década, esses mandamentinhos de como se relacionar faziam um sentido danado, e vinham tanto da minha experiência quanto do que eu via acontecer com amigas.
Experiência! Eu tinha 28 anos, tanta coisa ainda estava para acontecer. O tom do email é até bonitinho, indo numas de "faça como eu estou mandando", docemente autoritária como era bem do meu estilo. Mas atualmente quando eu leio esse texto, é quase como se uma garotinha o recitasse, sem entender direito do que está falando -- não que o conteúdo não faça sentido, tanto faz que muita gente o adotou. E não aconteceu nada na minha vida que contradissesse seriamente esses tais mandamentinhos.
Mas algo não se encaixa.
Como eu conseguia ser tão taxativa? Eu super tenho um ladinho dona da verdade, admito, mas não consigo mais pensar desse jeito, agir desse modo tão duro.
Acho que suavizei. O que era anguloso, rígido e quadrado está se arredondando, ficando mais aberto. Tem que ter bom senso na vida, aprender com as bolas curvas que ela joga na nossa direção, mas descobri que não se pode perder a leveza e a generosidade. Senão, muita coisa boa que ela manda acaba passando batido.
Mais que mil palavras
Eu já tinha feito um Pummelvision no ano passado, esse vídeo-colagem das imagens do meu tumblr. Aí quis fazer de novo, ainda mais que 2011 foi um ano que eu postei bem mais fotos do que escrevi.
Ficou looooooongo, mais de quatro minutos, e tenho cá comigo que não subiram todas as imagens, não, especialmente no começo. De qualquer jeito, me assombra um pouco o quanto esse vídeo me reflete.
17.12.11
Mês doze
Sem post reclamando de dezembro, este ano. Afinal, é para isso que servem as redes sociais.
15.12.11
Cabelos brancos
A Ana escreveu um lindo post sobre seus recém descobertos cabelos brancos. Foi engraçado, porque já trocamos tantas dicas e palpites sobre cores e tinturas, e nunca atinei com o fato dela pintar porque gosta, não para disfarçar seus brancos.
No meu caso, se não fossem os brancos, acho que nunca teria pintado o cabelo. Os brancos apareceram quando eu tinha 22 anos, pouco mais de duas décadas de vida. E vieram sem timidez nenhuma, bem na frente, na risca do meio do cabelo que eu usava. Se deixasse, e mantivesse os cabelos longos, viraria um projeto de Lily Munster.
(Sempre achei que a Morticia Addams tinha a tal mecha grisalha, mas o Google acabou de desmantelar esse mito).
Mas a Ana, linda, disse que quer cultivar seu coque Zilka Salaberry a partir de agora. Uma colega de trabalho, a A., é chiquérrima com seus cabelos brancos bem cortados e cuidados.
Mas isso não é para mim. Pelo menos, não por enquanto. Eu não fiz por merecer todos esses grisalhos que a vida já me deu. Um dia vou exibi-los toda orgulhosa, com um corte chanel e roupas da Huis Clos, mas por enquanto eles estão escondidinhos, bem quietinhos, atrás de uma camada de tintura castanha-médio-acinzentada.
No meu caso, se não fossem os brancos, acho que nunca teria pintado o cabelo. Os brancos apareceram quando eu tinha 22 anos, pouco mais de duas décadas de vida. E vieram sem timidez nenhuma, bem na frente, na risca do meio do cabelo que eu usava. Se deixasse, e mantivesse os cabelos longos, viraria um projeto de Lily Munster.
(Sempre achei que a Morticia Addams tinha a tal mecha grisalha, mas o Google acabou de desmantelar esse mito).
Mas a Ana, linda, disse que quer cultivar seu coque Zilka Salaberry a partir de agora. Uma colega de trabalho, a A., é chiquérrima com seus cabelos brancos bem cortados e cuidados.
Mas isso não é para mim. Pelo menos, não por enquanto. Eu não fiz por merecer todos esses grisalhos que a vida já me deu. Um dia vou exibi-los toda orgulhosa, com um corte chanel e roupas da Huis Clos, mas por enquanto eles estão escondidinhos, bem quietinhos, atrás de uma camada de tintura castanha-médio-acinzentada.
Cor do ano que vem
É essa aqui:

De acordo com a Pantone, é para dar uma energizada, recarregar baterias.
Uns exemplos de combinação:
Bonito, mas acho que eu ainda estou na madressilva de 2011.
(Via Cris Dias)
É essa aqui:

De acordo com a Pantone, é para dar uma energizada, recarregar baterias.
Uns exemplos de combinação:
Bonito, mas acho que eu ainda estou na madressilva de 2011.
(Via Cris Dias)
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